Terminou em fracasso a Cimeira do Clima em Copenhaga

O mais que os participantes conseguiram ao fim de 13 dias foi um acordo não vinculativo para limitar o aquecimento global. O texto final fixa um aumento máximo de dois graus da temperatura média do planeta, mas não são estipulados prazos para atingir esse objectivo nem são especificadas medidas concretas.

Exemplos de como o Planeta está em risco

Esta década está na eminência de ser uma das mais quentes desde 1850 e a maioria dos cientistas acredita que resulta da emissão de gases com efeitos de estufa. O Mundo tem várias zonas e espécies ameaçadas e são exemplos o dos glaciares da Gronelândia e dos ursos polares na Rússia.


Temperatura aumenta na Terra

A temperatura média da Terra tem vindo a aumentar desde 1850 e a uma velocidade muito maior a partir de 1970. Cada década que passa o Mundo fica cada vez mais quente.

Vídeo promove a salvação do planeta

A cimeira de Copenhaga começou com a exibição de um vídeo que retrata as alterações climáticas. É o sonho, ou melhor, o pesadelo de uma criança num apelo mundial para salvar o planeta.



Filme sobre alterações climáticas abriu Cimeira de Copenhaga

192 países marcam presença a partir de hoje em Copenhaga. O início da Cimeira foi marcado pela visualização de um vídeo sobre as consequências do aquecimento global. Na abertura do encontro o primeiro-ministro dinamarquês foi claro: Lars Loekke Rasmussen disse que nesta cimeira estão depositadas as esperanças da Humanidade.




Tratado de Lisboa entrou em vigor

A cerimónia decorreu em Lisboa com a presença de várias figuras da União Europeia.



Crise internacional chega ao Dubai

A crise internacional atingiu uma das mais prósperas cidades-Estado dos Emiratos Árabes Unidos. O Dubai acaba de anunciar que uma das maiores empresas públicas do país não pode pagar os 60 milhões de dólares que deve e pediu aos credores uma moratória de seis meses.

RTP



Economia

Aposta na internacionalização das empresas

O ministro da economia reconhece que o apuramento de Portugal para o Mundial de África do Sul tem uma relevância significativa. Vieira da Silva aposta também na internacionalização das empresas nacionais e diz que é uma das soluções para o crescimento económico.

2009-11-19 13:37:05















































MUNDIALIZAÇÃO ECONÓMICA


Logo após a Segunda Grande Guerra, a economia internacional começou a passar por profundas transformações. Elas caracterizam a Terceira Revolução Industrial, diferenciando-a das duas anteriores, uma vez que engloba mudanças que vão muito além das transformações industriais.

Essa nova fase apresenta processos tecnológicos decorrentes de uma integração física entre ciência e produção, também chamada de revolução tecnocientífica.

Os avanços da robótica e da engenharia genética são incorporados ao processo produtivo, que depende cada vez menos da mão-de-obra e cada vez mais de alta tecnologia, pautada por um princípio básico: a produção deve combinar novas técnicas com máquinas cada vez mais sofisticadas, a fim de produzir mais com menos recursos e menos mão-de-obra.



Revoluções do passado


A Revolução Industrial foi o processo caracterizado pela mudança de uma economia agrária, baseada no trabalho manual, para uma economia dominada pela indústria mecanizada. Teve início na Inglaterra, país que, por volta de 1760, adiantou sua industrialização em 50 anos, em relação ao continente europeu, e assumiu uma posição de vanguarda na expansão colonial.

Essa Revolução caracteriza-se pelo uso de novas fontes de energia, pela invenção de máquinas que aumentam a produção, pela divisão e especialização do trabalho, pelo desenvolvimento do transporte e da comunicação e pela aplicação da ciência na indústria.

Em pouco tempo, os novos modos de produção, marcados pela passagem da manufatura à indústria mecânica, se espalharam pelo mundo. Recordando a história desses novos meios de produção, podemos dividir a Revolução Industrial em três períodos:


Primeira Revolução Industrial (1760-1860) - A energia movida a vapor foi usada na extração de minério, na indústria têxtil e na fabricação de uma grande variedade de bens que, antes, eram feitos à mão. O navio a vapor substituiu a escuna e a locomotiva a vapor substituiu os vagões puxados a cavalo. O trabalho físico começou a ser transformado em força mecânica. Teve início o funcionamento do primeiro instrumento universal de comunicação quase instantânea, o telégrafo.


Segunda Revolução Industrial (1860-1900) - É caracterizada pela difusão dos princípios de industrialização em diversos países: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Estados Unidos e Japão. O destaque ficou com a eletricidade e a química, resultando em novos tipos de motores (elétricos e à explosão), no aparecimento de novos produtos químicos e na substituição do ferro pelo aço. Houve o surgimento das grandes empresas - que, por vezes, se organizavam em cartéis (grupos de empresas que, mediante acordo, buscam determinar os preços e limitar a concorrência) -, do telégrafo sem fio e do rádio.

As duas primeiras revoluções industriais tinham por objetivo usar a tecnologia para produzir produtos baratos e em grandes quantidades. A substituição do trabalho braçal, na primeira, e o desenvolvimento de sofisticadas estratégias gerenciais, na segunda, não visavam substituir trabalhadores por máquinas, uma vez que os trabalhadores desempenhavam papel central e indispensável no processo produtivo.


Novas tecnologias
O impacto das novas tecnologias da Terceira Revolução Industrial não se restringe apenas às indústrias, mas afeta as empresas comerciais, as prestadoras de serviços e, até mesmo, o quotidiano das pessoas comuns. Ou seja, trata-se de uma revolução muito mais abrangente. Em termos de magnitude e abrangência, a Terceira Revolução Industrial não se restringe a alguns países europeus, aos EUA e ao Japão, mas se espalha pelo mundo todo. É causa e, ao mesmo tempo, conseqüência da globalização.

Na atual fase da revolução, o modo de produção difere tanto da produção artesanal - em que os trabalhadores, com o uso de ferramentas manuais, fabricam cada produto, um de cada vez, de acordo com as especificações do comprador - quanto da produção industrial ou em massa - na qual os trabalhadores operam
equipamentos que produzem produtos padronizados e em grandes quantidades.

Na fase contemporânea da Revolução Industrial, busca-se combinar as vantagens das produções artesanal e industrial, evitando o alto custo da primeira e a inflexibilidade da última. A produção usa metade do esforço humano na fábrica, metade do espaço físico e há investimentos maciços em equipamentos.

Com a aplicação das novas descobertas científicas no processo produtivo, ocorre a ascensão de atividades que empregam alta tecnologia. Como exemplos, temos a informática, que produz computadores e softwares; a microeletrônica, que fabrica chips, transistores e produtos eletrônicos; a robótica, que cria robôs para uso industrial; as telecomunicações, que viabilizam as transmissões de rádio e televisão, a telefonia fixa e móvel e a Internet; a indústria aeroespacial, que fabrica satélites artificiais e aviões; e a biotecnologia, que produz medicamentos, plantas e animais manipulados geneticamente.


Rumo à Quarta Revolução
As novas máquinas são capazes de realizar funções que vão desde a extração de matéria-prima até a distribuição do produto final e a realização de serviços. Os computadores e robôs não são usados para criar novos produtos, como os teares a vapor ou os tornos movidos a motor elétrico, mas, sim, para desempenhar actividades antes executadas por pessoas.

As empresas multinacionais e de informatização, ao substituírem a mão-de-obra humana, contribuem para a eliminação de postos de trabalho, o que amplia o desemprego. Em muitos ramos, quase desapareceram os operários tradicionais. Em outras palavras, as novas tecnologias de produção, somadas a diversas razões de ordem econômica e social, podem levar ao fim de uma sociedade organizada com base no trabalho humano.

Vale lembrar que, actualmente, o mundo ruma na direção da Quarta Revolução Industrial. Estamos ingressando numa revolução que mobiliza as ciências da vida, sob a forma da biotecnologia, assim como várias áreas das ciências exatas e de outros ramos do conhecimento, e que responde pelo nome de nanociência ou nanotecnologia.


*Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.
educação.uol.com.br


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